Comprar imóvel

Quanto custa de verdade comprar o primeiro imóvel

Além do preço anunciado existem entrada, impostos e registro. Veja como montar o orçamento completo antes de dar o primeiro passo.

Equipe Editorial
4 min de leitura
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Casal recebendo as chaves do primeiro imóvel em frente à casa

Antes de olhar imóvel, some tudo. O preço do anúncio é apenas uma parte do que sai do seu bolso, e é justamente a diferença entre esses dois números que faz muita gente parar a compra no meio do caminho.

O que compõe o custo total

Pense em quatro blocos: a entrada, os custos de transferência, os custos do crédito e os custos de entrar no imóvel.

  • Entrada: os bancos costumam financiar apenas parte do valor, então uma reserva própria é obrigatória.

  • Transferência: ITBI, que é o imposto municipal sobre a transmissão do imóvel, mais escritura e registro no Registro de Imóveis.

  • Crédito: avaliação do imóvel pelo banco, tarifas do contrato e o seguro obrigatório embutido na prestação.

  • Entrar no imóvel: mudança, ligação de água e luz no seu nome, pequenos reparos, cortinas e móveis planejados.

Por que isso pesa mais em cidade pequena

Em cidades de até 60 mil habitantes, como Carazinho, o valor do imóvel tende a ser menor do que em capitais, mas os custos fixos de cartório e imposto não caem na mesma proporção. Ou seja, eles representam uma fatia maior do seu orçamento. Planejar esses valores desde o início muda a decisão de bairro, de metragem e até de prazo.

Como montar o seu orçamento em quatro passos

  1. Defina quanto você tem hoje disponível, sem contar a reserva de emergência.

  2. Descubra sua capacidade de prestação. A prestação não deve comprometer mais do que um terço da renda familiar líquida.

  3. Peça uma simulação em pelo menos dois bancos e compare o custo efetivo total, não só a taxa.

  4. Separe uma reserva extra para os custos de transferência e de mudança, e mantenha essa reserva intocada.

Os erros que mais atrasam a compra

O primeiro é usar toda a poupança na entrada e ficar sem caixa para o cartório. O segundo é fechar negócio antes de conferir a documentação do vendedor e do imóvel. O terceiro é escolher a prestação máxima que o banco aprova, e não a que cabe na sua rotina.

O que ganhar clareza muda

Quando você sabe o custo total, a conversa com o corretor deixa de ser sobre gosto e passa a ser sobre viabilidade. Você visita menos imóveis, visita imóveis melhores para o seu caso e negocia com segurança porque sabe exatamente até onde pode ir.

Perguntas frequentes

Preciso ter entrada para comprar o primeiro imóvel?

Na maioria das linhas de financiamento sim, porque os bancos financiam apenas parte do valor de avaliação. O percentual varia por banco, por linha de crédito e pelo seu perfil.

Posso usar o FGTS na compra?

O FGTS pode ser usado na compra do primeiro imóvel residencial se você atender às regras do programa, inclusive tempo de contribuição e o enquadramento do imóvel. Confirme sua situação antes de contar com esse valor.

Vale mais a pena continuar alugando enquanto junto dinheiro?

Depende do quanto o aluguel consome da sua renda e de quanto tempo você levaria para juntar a entrada. Comparar as duas trajetórias com números reais, e não com impressões, é o caminho para decidir.

Quanto tempo leva do sinal até a entrega das chaves?

Numa compra com financiamento, entre a análise de crédito, a avaliação do imóvel e o registro, o processo costuma levar algumas semanas. Documentação completa desde o começo é o que mais acelera.

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