Financiamento imobiliário: como aumentar sua chance de aprovação
O que o banco olha, quanto de entrada faz diferença e os documentos que travam a análise.

A análise começa antes do imóvel
Muita gente escolhe o apartamento e só depois descobre quanto o banco libera. O caminho certo é o contrário: primeiro a aprovação de crédito, depois a busca.
O que o banco realmente avalia
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Renda comprovada: a parcela costuma ficar limitada a 30% da renda bruta somada dos compradores;
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Histórico de crédito: score, atrasos e dívidas ativas;
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Tempo de trabalho ou de empresa: estabilidade pesa;
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Entrada disponível: quanto maior, menor o risco e melhor a taxa;
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O imóvel: avaliação e documentação precisam fechar.
Dores mais comuns (e a saída)
"Minha renda não fecha." Componha renda com cônjuge, pais ou irmãos. Vários bancos aceitam até três participantes.
"Não tenho a entrada toda." Verifique o saldo do FGTS: em imóveis residenciais urbanos dentro do limite do programa, ele entra como entrada, amortização ou pagamento de parcelas.
"Sou autônomo." Junte extratos dos últimos 6 a 12 meses, declaração de imposto de renda e pró-labore. Movimentação bancária consistente vale mais que contrato de trabalho para o banco.
"Meu score está baixo." Regularize pendências, mantenha faturas em dia por três meses e evite abrir novos empréstimos antes da análise.
Prestação: SAC ou Price?
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SAC: parcela começa maior e cai ao longo do tempo; paga menos juros no total;
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Price: parcela fixa, mais fácil de encaixar no orçamento hoje.
Se o objetivo é quitar antes, SAC costuma sair melhor.
Documentos que costumam travar o processo
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Comprovante de renda desatualizado;
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Matrícula do imóvel com pendência ou inventário aberto;
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Divergência de nome ou estado civil entre documentos;
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Vendedor com dívida que impede a lavratura da escritura.
Custos além da parcela
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ITBI (2% a 3% na maioria dos municípios);
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Registro e escritura;
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Tarifa de avaliação do imóvel;
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Seguros obrigatórios (MIP e DFI), embutidos na parcela.
Cronograma realista
| Etapa | Prazo médio |
|---|---|
| Aprovação de crédito | 2 a 7 dias |
| Avaliação do imóvel | 5 a 10 dias |
| Análise jurídica | 7 a 15 dias |
| Assinatura e registro | 15 a 30 dias |
Do início à chave, conte de 45 a 60 dias quando a documentação está em ordem.
Como amortizar depois
Use 13º, férias ou FGTS para amortizar. Peça sempre a redução do prazo quando o objetivo é pagar menos juros, e a redução da parcela quando o objetivo é aliviar o orçamento.
Próximo passo
Faça a simulação em pelo menos dois bancos e compare o CET (custo efetivo total), não apenas a taxa anunciada. Diferenças pequenas de taxa viram milhares de reais em 30 anos.
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